segunda-feira, 20 de julho de 2015

Galp e Partex pré-qualificadas como operadoras para novos blocos angolanos

As portuguesas Galp Energia e Partex integram a lista de 37 companhias operadoras pré-qualificadas para a licitação de 10 blocos para produção de petróleo 'onshore' em Angola, divulgou hoje a empresa concessionária do setor Sonangol.
 
"Em causa estão blocos para exploração de petróleo nas bacias terrestres dos rios Kwanza (sete) e Congo (três) que, segundo a Sonangol podem representar mais de metade das reservas conhecidas de Angola, ou seja pelo menos sete mil milhões de barris.
Entre as 37 petrolíferas pré-qualificadas neste processo de licitação - que arrancou em abril de 2014 - estão também empresas como a italiana Eni, a norte-americana Chevron, ou a colombiana Ecopetrol, também como operadoras.
No concurso para não-operadoras (minoritárias nos grupos empreiteiros a constituir por bloco) estão pré-qualificadas, segundo a mesma informação, 48 empresas.
As companhias pré-qualificadas têm de entregar as propostas formais de licitação até 18 de setembro e os resultados serão conhecidos a 21 de setembro.
Segundo dados da Sonangol consultados pela Lusa, a Galp Energia integra grupos empreiteiros nos blocos do 'offshore' angolano 14 (de produção, em águas profundas), com uma participação de 9 por cento, e 33 (de exploração, em águas ultra profundas), com 05,33%.
Já a Partex tem uma participação de 2,5% no consórcio do bloco 17/06, de exploração em águas ultra profundas, igualmente ao largo de Angola.
Angola é o segundo maior produtor de petróleo da África subsaariana, produção que aumentou 12% no primeiro semestre para pouco mais de 1,7 milhões de barris de crude por dia, segundo a Sonangol." (in SAPO)

quinta-feira, 9 de julho de 2015

Ferreira de Oliveira volta ao mercado e pode concorrer com a Galp

"Depois de nove anos à frente da petrolífera nacional e de menos de três meses de ter saído da liderança da Galp, Manuel Ferreira de Oliveira vai liderar um novo projecto internacional que tem na mira investimentos nas mesmas áreas geográficas onde a energética portuguesa opera.
De acordo com o Jornal de Negócios, Ferreira de Oliveira vai liderar a Petroatlântico, um fundo cuja maioria do capital está nas mãos de investidores canadianos. O objectivo é investir entre três e cinco mil milhões de euros na exploração e produção de gás natural e petróleo entre Portugal, Brasil e Angola.
Uma estratégia que não implica uma descida ao terreno - ou seja, a Petroatlântico será financiador de projectos com retorno mas não operador directo no mercado. 
O jornal avança ainda que a estratégia - que afasta o fundo dos actuais investimento financeira e ambientalmente pesados de extracção de xisto betuminoso para a obtenção de petróleo - pode colocar frente a frente a Petroatlântico e a Galp em futuros leilões de blocos no Brasil, conhecida que é a vontade vendedora da Petrobras.
Mas também pode colocar o fundo canadiano como parceiro da Galp ou da Repsol no país, partilhando investimentos nas prospecções no Algarve ou Alentejo. 
Ferreira de Oliveira estará também de olho nos colaboradores da Galp tendo em vista o recrutamento para a Petroatlântico." (in Economico)