"A cotação do petróleo abriu esta manhã a valorizar nos mercados internacionais. Em Nova Iorque, o barril do crude subia 79 cêntimos e superava os 53 dólares (39,1 euros), recuperando de uma queda superior a um dólar na sessão anterior. Em Londres, o preço do "Brent" aproximou-se desse patamar.O petróleo está a beneficiar das expectativas de recuperação mais rápida do que se pensava da economia norte-americana . De acordo com os dados ontem revelados, as encomendas de bens duradouros nos Estados Unidos aumentaram 3,4 por cento em Fevereiro e a venda de casas novas recuperaram mais do que o esperado no mês anterior. "Os stocks de petróleo estão ainda muito elevados e se vir os fluxos do investimento, os volumes foram muito claros", disse Olivier Jakob da Petromatrix, citado pela Reuters. Um estudo da agência de informação mostra que os analistas estão de acordo quanto ao preço que o petróleo rondará este ano. Apontam, em média, para os 50 dólares (37 euros) o barril. “Estamos a assistir a algum optimismo e ao regresso da vontade de arriscar, coisas que não víamos há algum tempo”, disse Mike Wittner, analista da Société Générale. O recrudescimento, das últimas semanas, do preço do petróleo tem vindo a se repercutir na factura dos combustíveis em Portugal, apesar de se saber que o anterior movimento de queda acentuada dos preços do crude, que terminou no final do ano passado, não ter tido um impacto total nos consumidores." in Publico
quinta-feira, 26 de março de 2009
O petróleo e o optimismo
"A cotação do petróleo abriu esta manhã a valorizar nos mercados internacionais. Em Nova Iorque, o barril do crude subia 79 cêntimos e superava os 53 dólares (39,1 euros), recuperando de uma queda superior a um dólar na sessão anterior. Em Londres, o preço do "Brent" aproximou-se desse patamar.O petróleo está a beneficiar das expectativas de recuperação mais rápida do que se pensava da economia norte-americana . De acordo com os dados ontem revelados, as encomendas de bens duradouros nos Estados Unidos aumentaram 3,4 por cento em Fevereiro e a venda de casas novas recuperaram mais do que o esperado no mês anterior. "Os stocks de petróleo estão ainda muito elevados e se vir os fluxos do investimento, os volumes foram muito claros", disse Olivier Jakob da Petromatrix, citado pela Reuters. Um estudo da agência de informação mostra que os analistas estão de acordo quanto ao preço que o petróleo rondará este ano. Apontam, em média, para os 50 dólares (37 euros) o barril. “Estamos a assistir a algum optimismo e ao regresso da vontade de arriscar, coisas que não víamos há algum tempo”, disse Mike Wittner, analista da Société Générale. O recrudescimento, das últimas semanas, do preço do petróleo tem vindo a se repercutir na factura dos combustíveis em Portugal, apesar de se saber que o anterior movimento de queda acentuada dos preços do crude, que terminou no final do ano passado, não ter tido um impacto total nos consumidores." in Publico
segunda-feira, 23 de março de 2009
E ate me pagam, por isso...
domingo, 15 de março de 2009
Tragam o arpao...
terça-feira, 23 de dezembro de 2008
Lago de Bezima
A nossa chegada é sorrateira e cautelosa. O jipe diminui drasticamente a velocidade por um trilho de areia que se inicia pedregoso, desenhando-se até a uma pequena povoação que só mais tarde me apercebo que está deserta. Trata-se de uma autêntica cidade fantasma. A população havia abandonado o oásis há cerca de 20 ou 30 anos atrás devido à descida do nível freático, que tornou mais difícil a sobrevivência naquele local. O jipe continua a rolar pelo empedrado e evita o horizonte de areia decorado com palmeiras, virando para norte em direcção ao cume do maciço rochoso. Após curvas e contracurvas trepando pela rocha que se avizinha cada vez mais crua, somos forçados a parar, ainda muito longe do cume mas a uma altura considerável da base, de onde é possível ter a devida panorâmica do local. O lago parece-me uma extensa meia-lua repleta de cristais de sal, com umas palmeiras semi-despidas a enfeitar o limite do que resta da água. No entanto, abrindo melhor a pestana que estava um bocado pregada nesse dia e aligeirando ainda mais o humor que também não era o mais famoso, descubro passo a passo e pouco a pouco, a beleza invulgar deste oásis no deserto. Estou rodeado por areia em todas as direcções por largas dezenas de quilómetros e este local é um misto de verde palmeira, água e relevo rochoso.
É sem duvida uma grande quebra na monotonia, que acaba por ser realmente quebrada quando avistamos ao longe uma caravana de quatro ou cinco jipes com destino semelhante ao nosso. Tendo em conta que não estamos assim tão longe da fronteira com o Chade poderiam tratar-se de perigosos traficantes de qualquer coisa ou apenas de uma patrulha do exército (a patrulhar qualquer coisa). Num ou noutro caso, e confiantes que estaríamos na presença das mais ilustres e simpáticas visitas, a nossa reacção foi enfiarmo-nos novamente no jipe e descer para o extenso mar de palmeiras onde á partida teríamos uma certa cobertura e poderíamos admirar mais de perto as palmeiras, o lago, as tâmaras e tudo o demais. Minutos mais tarde avistamos um dos jipes da dita caravana que passa por nós repleto de turistas alemães sorridentes, a viver o sonho do sahara. Os ocupantes do jipe seguinte não partilham o mesmo estado de euforia: enquanto que um senhor de meia-idade acelera a fundo o jipe, ficando cada vez mais enterrado na areia, a sua esposa tenta cavar a areia e empurrar o veículo sem o mais pequeno sucesso. O senhor teima em acelerar a fundo, o que deixa a primeira bastante agastada (ela verbaliza aliás coisas que suponho que fossem pouco agradáveis). Isto dura alguns minutos, deixando finalmente de ter graça, e lá resolvemos ajudar os senhores a retirar o chassis da areia e a esvaziar um pouco os pneus. Depois, de duas ou três tentativas o jipe arranca pouco a pouco e depois a toda a velocidade, deixando porém a cansada turista para trás, para uma pequena caminhada até terreno mais firme.
Despedimo-nos e entramos também nós no nosso jipe, fazendo uma última paragem no posto de turismo deste oásis, que até é bem catita, com umas palhotas engraçadíssimas em torno de um telheiro. Este é também o mote para o nosso regresso ao rig, que afinal ainda não estava no local e me deixaria com mais uns dois dias livres.








domingo, 21 de dezembro de 2008
Leptis Magna
Mas, falando de Leptis Magna. A cidade, passou por vários episódios de prosperidade e destruição, tendo interesses e importâncias diferentes conforme o povo que a ocupou. Pensa-se que tenha sido fundada pelos fenícios em cerca de
Durante o governo do imperador Tiberius, a cidade transforma-se na terceira mais importante da província romana de África, atingindo o seu auge com Septimus Severus que grandemente favoreceu e enriqueceu a cidade da qual ele era natural. Os mármores e ricas colunas e adornos que por lá se observam são deste período. O declínio do império romano dita que em meados do século IV d.C. a cidade já se encontrasse parcialmente desocupada, quando esta passa a pertencer ao Reino dos Vândalos.
Sabe-se que no ano de 523 os Berberes saquearam e destruíram parte da cidade e que após cerca de 10 anos o Reino dos Vândalos no norte de África cessa a sua existência, passando Leptis Magna a capital de província da Tripolitânia do império Bizantino.
Apesar da cidade se ter parcialmente reabilitado durante esta ocupação, inicia novamente uma fase de declínio que termina em 650 d.C. com a invasão árabe de todo o norte de África. Leptis Magna é então abandonada até ás escavações que pouco a pouca a trazem até á superfície desde de 1920. É considerada património mundial pela UNESCO e possui, além do perímetro de ruínas, um museu, que acompanha a história da região em esculturas e outros artefactos, desde os fenícios aos árabes, com principal ascendente e representação do império romano. Na Líbia, felizmente, não há só areia e petróleo.


















sábado, 20 de dezembro de 2008
Outono em Tripoli




sexta-feira, 31 de outubro de 2008
Regresso às aulas (antes do regresso ao Sahara)


Dado o avanço na remoção de material e razões de carácter económico, decidiu-se iniciar um processo de exploração subterrâneo, com recurso ao dimensionamento de pilares naturais para suporte dos tectos da área de escavação. Chama-se a isto a metodologia de desmonte por câmaras e pilares e consiste basicamente no desmonte de rocha, deixando intactas determinadas áreas da jazidas que servem de suporte do terreno suprajacente.
domingo, 21 de setembro de 2008
Sabratha
Para já, apenas visitei Sabratha. A cidade, que se situa a cerca de









Esta ultima fotografia mostra um dos muitos nascer do sol a que assisti no deserto (já que foram tantos, tinha que deixar aqui pelo menos um).sábado, 23 de agosto de 2008
Nesta ultima semana
Por hoje, deixo apenas qualquer coisa de que gostei no local do meu ultimo jantar, em Tripoli.
Portanto, a esplanada do restaurante onde jantei tinha esta vista.
