terça-feira, 26 de abril de 2016

Wine Bike Tour na Quinta do Gradil, 17 de Abril - prova na modalidade de caminhada & almoco

No passado dia 17 de Abril, a Quinta do Gradil, produtora de vinho da regiao de Lisboa, acolheu o primeiro - esperado de muitos - Wine Bike Tour, disponibilizando tambem a inscricao na actividade de caminhada.
As opções do evento  eram entao os 40 km de bicicleta por caminhos de lama ou 8 km a caminhar pela vinhas,  com partida marcada para as 10h00.
Ora, dadas as possiveis escolhas e sabendo que o meu interesse seria mais em ver as vistas e apreciar a paisagem, la foi a inscricao feita para a caminhada. A actividade terminou com uma outra modalidade: a de degustacao do vinho ali produzido, acompanhado com um porco assado no espeto. Cansativo, portanto, mas temos que ser competitivos.

A propriedade estende-se por  cerca de 200 hectares, entre vinha plantada, eucaliptal e pinheiros bravos.  A Quinta que no século XVIII pertenceu ao Marquês de Pombal, decidiu iniciar no ano passado a sua aposta em atividades ao ar livre - fez muito bem. Esperamos pelas proximas.

 

"Duas centenas de amantes da BTT assinalaram o Dia Mundial da Bicicleta

Futuro: “A ambição é colocar uma ciclovia dentro da Quinta do Gradil e desta forma inserir a produtora de vinhos de Lisboa nos principais mapas e guias de trilhas nacionais.”, Bruno Gomes
Hoje celebra-se o Dia Mundial da Bicicleta e no passado domingo, dia 17 de abril, para assinalar a efeméride realizou-se na Quinta do Gradil a primeira Wine Bike Tour. Duas centenas de amantes da modalidade percorreram 40 km em bicicleta pelo meio das vinhas, ficaram a conhecer a variedade de castas típicas da região, e contribuíram para a afirmação da propriedade, que no séc. XVIII pertenceu ao Marques de Pombal, como entidade promotora de um Enoturismo Ativo. 
Dona de uma vasta área verde, no total entre vinha plantada, eucaliptal e pinheiros bravos são 200 hectares, a Quinta do Gradil decidiu iniciar no ano passado a sua aposta em atividades ao ar livre. O objetivo é contar a história do vinho através do desporto e do contacto direto com a vinha. Uma prática que acaba por tocar na política de Responsabilidade Social da Empresa, que cada vez mais quer ter um papel ativo junto do consumidor no que respeita aos benefícios de um consumo moderado de vinho. 
O Oeste é uma das regiões turísticas com maior potencial e a oferta entre o mar e a serra é bastante diversificada. Tendo em conta a sua atividade e a harmonia natural entre o turismo e o setor vitivinícola, a Quinta do Gradil está sempre a alargar o seu projeto de Enoturismo com atividades que permitam usufruir do melhor que a região tem. “O feedback que recebemos da primeira iniciativa que realizamos deste género, em novembro passado com a corrida a pé, foi tão positivo que ficámos desde logo com a certeza de que voltaremos a repetir este género de atividades”, conta Bruno Gomes, responsável pela área de Enoturismo da Quinta. E acrescenta “a ambição é colocar uma ciclovia dentro da Quinta do Gradil e desta forma inserir a produtora de vinhos de Lisboa nos principais mapas e guias de trilhas nacionais.”" (in Quinta do Gradil)

terça-feira, 19 de abril de 2016

Sousa Cintra vai procurar petróleo no Algarve

"O empresário Sousa Cintra garante que a Portfuel cumpre todos os requisitos para a prospecção e exploração de petróleo em Aljezur e Tavira, desde os estudos de impacto ambiental à capacidade técnica da equipa e financeira da empresa.
"Estamos completamente tranquilos, porque cumprimos tudo e com rigor. Fizemos tudo de acordo com o rigor do contrato que assinámos com o Estado português", disse à Lusa Sousa Cintra, considerando "muito estranho as manifestações" contra a empresa que criou em 2013 para concorrer às concessões de gás natural e petróleo, o que veio a acontecer em outubro de 2014.
Em declarações à Lusa, Sousa Cintra criticou as "falsidades" que têm sido ditas sobre a empresa, considerando estar a ser alvo de um ataque pessoal, uma vez que existem outras empresas e consórcios a fazer os estudos que a Portfuel está a fazer sem terem a mesma "cobertura infeliz".
"Têm sido levantadas uma série de questões sem fundamento e só se fala da empresa Portfuel. A maior parte da contestação tem sido contra José Sousa Cintra. Como é que se levantam essas falsidades", questiona, referindo a coragem necessária para investir em Portugal.
Aos que falam dos riscos para o ambiente e para o turismo do Algarve, Sousa Cintra lembra que "no mundo inteiro onde há mais turismo há petróleo – Brasil, Miami, Dubai e México, para dar alguns exemplos", realçando que a empresa apenas está a estudar o terreno, um investimento que fica para o "arquivo" do Estado.
"Ficava feliz da vida se Portugal tivesse petróleo para resolver o problema das importações. Mexia com a nossa economia, mexia com tudo. Seria bom para todos", declarou o empresário.
Desde a assinatura do contrato para a prospeção e pesquisa de petróleo, a 25 de setembro de 2015, a Portfuel já realizou os estudos geológicos e geofísicos em Aljezur, tendo entregado os resultados no final de março à Entidade Nacional para o Mercado de Combustíveis (ENMC), organismo que representa o Estado.
Em meados de agosto, os mesmos estudos serão realizados na concessão de Tavira e até ao final do ano ficarão concluídos os geológicos, num investimento de cerca de 60.000 euros.
Em 2017, serão recolhidos os dados sísmicos e só no ano seguinte começam a ser realizadas as sondagens de pesquisa.
Ao longo dos oito anos dos contratos de concessão, pesquisa, desenvolvimento e produção de petróleo nas áreas designadas por Aljezur e Tavira, publicados na página da ENMC, o investimento previsto nas duas concessões é superior a quatro milhões de euros.
Sousa Cintra explicou que foram dadas as garantias bancárias exigidas para atestar a capacidade financeira da empresa, que não pode ter resultados positivos, uma vez que desde a sua constituição só tem investido sem gerar receitas.
Além das sete pessoas com contrato de trabalho com a Portfuel, a empresa tem parcerias com universidades portuguesas e espanholas.
A prospeção e exploração de gás natural e petróleo no Algarve tem suscitado a contestação de autarcas, empresários, associações ambientalistas e de defesa do património, que criticam o Estado por ter assinado contratos com consórcios para estes projetos sem informar população e decisores locais e sem realizar estudos de impacto ambiental.
Em fase mais adiantada, também no Algarve, encontra-se a prospeção do consórcio Partex/Repsol, que pretende avançar com a perfuração do primeiro poço, a cerca de 40 a 50 quilómetros da costa, em frente a Faro, em outubro." (in ECONOMICO)

segunda-feira, 18 de abril de 2016

Repsol e Partex avançam em Outubro com perfuração de poço de gás natural no Algarve

"O consórcio que integra a petrolífera espanhola Repsol e a Partex, braço da Fundação Calouste Gulbenkian para esta área de negócio, inicia no próximo mês de Outubro os trabalhos de perfuração de gás natural, ao largo da costa algarvia.
“Está tudo pronto para avançar com a exploração de gás natural no Algarve”, afirmou António Costa Silva, presidente da comissão executiva do Grupo Partex, em entrevista à Antena1 e ao Económico.
A concessão, lançada  em 2001, só seria, no entanto, assinada em 2011. 
O poço situa-se a cerca de 40 a 50 quilómetros da costa, em frente a Faro, mas António Costa Silva garante que “não vai haver nenhuma plataforma petrolífera em frente à praia. Tudo se passará no fundo submarino".
O gestor considera ainda que a solução de congelar a produção de petróleo, que deverá sair da reunião de Doha que se realiza este domingo, não vai ser suficiente para alterar a dinâmica do mercado.
E lembra que se está a produzir mais do que aquilo que se consome. São cerca de 2 milhões de barris a mais por dia. Isto significa que o preço de venda física diária é inferior ao preço do futuro, situação que leva ao armazenamento.
Esta dinâmica, segundo Costa e Silva, “só se altera com uma redução da produção, o congelamento não basta. Acredita, no entanto, que a existir uma decisão “ela vai provocar um aumento do preço do petróleo que poderá chegar aos 50 dólares por barril”. 
Costa e Silva lembra também que o congelamento da produção representa um primeiro passo na reversão da politica da Arabia Saudita, uma vez que a industria petrolífera vive um caso único na sua história, com os países dá OPEP a produzir no máximo para arruinar a politica do ‘shail oil’ (petróleo de xisto) dos EUA. 
Outro dos pontos em destaque vai para os recursos naturais portugueses. António Costa e Silva considera que é “uma missão de soberania nacional” inventaria-los.
Só depois deve vir a discussão sobre o que se vai ou não explorar. Lamenta que isto não esteja a ser feito e lembra que há 4 zonas onde pode existir ‘shale gas’ ou ‘shale oil’. 
Por outro lado defende que não há uma politica publica inteligente na área dos transportes. O que existe, segundo Costa Silva, “é irracional”. Para o CEO da Partex este é um dos principais problemas energéticos.
Portugal, adianta, está a gastar mais do que devia. Por ano, Portugal gasta cerca de 5 a 6 mil milhões de euros para importar petróleo e 3 mil milhões são desperdiçados nas cidades. Trinta e seis por cento da energia final consumida em Portugal são gastos nos transportes sem que haja uma política pública nesta matéria. 
Considera que até compreendia que o Estado aumentasse o imposto sobre os produto petrolíferos, se fosse criada uma politica de transportes" (in ECONOMICO)

sexta-feira, 8 de abril de 2016

Galp vai pesquisar petróleo em São Tomé em 2017

"Começa em Janeiro do próximo ano a pesquisa sísmica de prospecção de petróleo em São Tomé e Príncipe pela Galp Energia, em parceria com a norte-americana Kosmos, anunciou hoje o director da Agência Nacional de Petróleo são-tomense.
De acordo com Orlando Sousa Pontes, a prospecção de petróleo ocorrerá em três blocos da Zona Económica Exclusiva (ZEE) de São Tomé e Príncipe. "A pesquisa sísmica em 3D nos blocos 6, 11 e 12 está prevista para começar no início de Janeiro de 2017, com duração prevista para seis meses", adiantou o mesmo responsável, durante a apresentação pública do estudo de impacto ambiental, citado pela Lusa local.
A área abrangida pela operação 3D atinge os 12.799 quilómetros quadrados, segundo Orlando Sousa Pontes.
A petrolífera portuguesa já opera o bloco 6, enquanto a Kosmos Energy opera os blocos 11 e 12.
O mesmo responsável não adianta quaisquer estimativas de custos associados à operação." (in ECONOMICO)

terça-feira, 15 de março de 2016

Consórcio da Galp e ENI avança no Verão com poço exploratório no Alentejo

"No dia em que divulga, em Londres, o plano estratégico para 2016-2020,o responsável da Galp Energia afirmou que o primeiro poço exploratório terá um investimento superior a 100 milhões de dólares.
 
O consórcio que integra a Galp Energia vai avançar no Verão com o primeiro poço exploratório de petróleo na costa alentejana, a cerca de 80 quilómetros de Sines, anunciou hoje o administrador Thore Kristiansen.
No dia em que divulga, em Londres, o plano estratégico para 2016-2020,o responsável pela área de produção e exploração na Galp Energia afirmou que o primeiro poço exploratório, um investimento superior a 100 milhões de dólares, vai avançar no Verão.
A italiana Eni detém uma participação maioritária de 70% na parceria com a Galp (30%) para a prospecção de petróleo na costa alentejana, onde detém três concessões, denominadas Lavagante, Santola e Gamba, que abrangem uma área total de aproximadamente 9.100 quilómetros quadrados.
O furo na costa alentejana será o 28.º em alto mar na costa portuguesa e o primeiro em águas profundas.
Segundo adiantou recentemente Franco Conticini, da petrolífera italiana ENI, a operação de perfuração vai decorrer por um período de cerca de 45 dias, durante o qual um navio vai recolher análises para perceber se há viabilidade para continuar a investigar.
"Em caso de descoberta vamos precisar de mais poços para estimar o tamanho e a extensão da jazida", explicou em Setembro Franco Conticini, numa conferência promovida pela Entidade Nacional para o Mercado de Combustíveis (ENMC)." (in ECONOMICO)

quarta-feira, 27 de janeiro de 2016

Sonangol vai procurar petróleo e gás em mais 4.500 quilómetros quadrados do ‘offshore’ angolano

"O Governo de Angola atribuiu à petrolífera pública Sonangol a concessão de prospecção e produção de petróleo e gás natural numa área de 4.594 quilómetros quadrados no 'offshore' angolano, segundo decreto presidencial consultado hoje pela Lusa.
A concessão, referente ao denominado bloco 18/06, de águas profundas, prolonga-se por cinco anos, para o período de prospeção, somando-se mais 25 anos, para produção, a contar da data da declaração da descoberta comercial de gás natural.
O decreto assinado pelo Presidente angolano, José Eduardo dos Santos, recorda que as áreas não demarcadas do bloco 18/06 - a norte de Luanda, entre as bacias do Kwanza e do Congo - "consideram-se libertas a favor do Estado", findo o período de pesquisa, ao abrigo da Lei das Atividades Petrolíferas em Angola.
A Lusa noticiou na semana passada que a concessionária angolana já tinha ficado com os direitos para procurar e produzir gás natural em dois outros blocos 'offshore', numa área total de pesquisa superior a 540 quilómetros quadrados.
As reservas de petróleo em Angola estão avaliadas entre 3,5 mil milhões de barris (categoria de provada) e 10,8 mil milhões de barris (categoria de provável).
O país é o segundo produtor da África subsaariana, com cerca de 1,7 milhões de barris de crude diários." (in Economico)

Partex quer fazer primeiro furo no final deste ano

“Reservas no Algarve podem ser superiores às do Golfo de Cádiz: "Estamos a planear a execução de uma possível sondagem que está prevista para o final do ano. Lá para Outubro ou Novembro”, disse ao Económico António Costa e Silva, presidente da Partex, que, em parceria com a Repsol, tem a concessão da exploração na costa algarvia. Mas para isso, “o preço do petróleo tem de ajudar”, alerta. “A situação dos preços está muito depressiva”, acrescenta.
António Costa e Silva garante que “as coisas estão a correr como previsto”, sublinha que “as campanhas sísmicas já foram feitas, a cerca de 40 quilómetros da costa”, “foram mapeadas as estruturas” que “são de dimensão apreciável”, garante o responsável por 10% deste consórcio. “Há uma continuidade geológica clara com o que vemos no Golfo de Cádiz e as estruturas parecem ser de maior dimensão”, acrescenta. A Partex, do universo da Fundação Gulbenkian, começou este projecto há três/quatro anos e já investiu cerca de 15 milhões de dólares. Este valor será inflacionado em 40 milhões caso se avance com o furo, explicou António Costa e Silva.

Também no Algarve está a Portfuel, a empresa de Sousa Cintra, que obteve em Setembro, autorização do Governo de Passos Coelho para iniciar a prospecção de petróleo e gás natural no “onshore” (em terra) algarvio, nas zonas de Aljezur e de Tavira. Mas os trabalhos estão numa fase muito mais atrasada. “Estamos a fazer investimentos, os estudos custam bastante dinheiro”, disse o antigo presidente do Sporting ao Económico sem querer avançar valores. “Não vale pena falar em números”, disse. “Estamos a conhecer os solos e depois é preciso as sondagens. Vai demorar muito, três anos a cinco anos”, acrescentou.

Já no Alentejo é o consórcio entre a Eni e a Galp (com 30%) que ditam cartas. Em Setembro, o responsável do grupo italiano pelo projecto, Franco Couticinni, durante a conferência “Pesquisa de Petróleo em Portugal”, promovida pela Entidade Nacional para o Mercado dos Combustíveis, deu como certa a operação este ano no bloco a 80 quilómetros de Sines. Os resultados permitirão determinar a sua viabilidade comercial. O consórcio tem três concessões, denominadas Lavagante, Santola e Gamba, e tem um investimento previsto de 70 milhões.

Mais atrasados estão os trabalhos na bacia de Peniche. António Costa e Silva explicou que a entrada da companha norte-americana Cosme, especializada em geologia das áreas transatlânticas, “deu uma nova visão dos trabalhos”. Também aqui as campanhas sísmicas estão feitas, mas um eventual furo, “caso estejam reunidas as condições”, poderá acontecer “dentro de dois anos”, acrescentou o responsável precisando que a Partex já investiu nesta área dez a 12 milhões de dólares." (in Economico)

sexta-feira, 8 de janeiro de 2016

Minas da Panasqueira com novo proprietario

"O grupo canadiano Almonty anunciou hoje a aquisição das Minas da Panasqueira, exploração de volfrâmio com sede no concelho da Covilhã, que atualmente pertencia ao grupo japonês Sojitz.
Contactado pela agência Lusa, António Corrêa de Sá, que será administrador executivo na empresa que detém 100% das Minas da Panasqueira, confirmou a compra anunciada no ‘site’ da empresa, mas recusou revelar os valores envolvidos no negócio, tendo adiantado que o novo proprietário poderá aumentar o número de postos de trabalho.
"Não há qualquer intenção de reduzir o número de trabalhadores, bem pelo contrário. Há, isso sim, a intenção de aumentar a produção e, consequentemente, o número de funcionários da área da produção", afirmou.
O mesmo responsável acrescentou que esse crescimento deverá verificar-se nos próximos seis meses.
A multinacional Almonty, que detém várias minas em diferentes países e que já tinha sido proprietária destas minas entre 2005 e 2008, encara o couto mineiro da Panasqueira "como um ativo importante para continuar a afirmar a importância deste grupo na produção de tungsténio fora da China".
Questionado sobre as dificuldades provocadas pelas constantes quedas do preço do volfrâmio e eventuais reflexos que tal possa ter nos planos de crescimento para as Minas da Panasqueira, este responsável mostrou-se confiante na recuperação do setor e de que as dificuldades serão ultrapassadas.
As Minas da Panasqueira viviam atualmente graves problemas, os quais foram confirmados, em março de 2015, pelo então presidente do Conselho de Administração da empresa proprietária das Minas, a Sojitz Beralt Tin and Wolfram Portugal.
Na altura, a empresa referia que estava a ter "perdas incomportáveis" devido às constantes quedas do preço do volfrâmio e informou que iria deixar de renovar os contratos de trabalho temporário para proceder à redução gradual de pessoal.
Além disso, admitia mesmo a hipótese de suspender a produção, caso a situação não se alterasse, cenário que não veio a confirmar-se.
Já a redução de pessoal afetou quase uma centena de pessoas: em março de 2015, as Minas da Panasqueira empregavam 339 funcionários e atualmente só já empregam 244 pessoas.
As Minas da Panasqueira são a única exploração de extração de volfrâmio a laborar em Portugal, que dá emprego essencialmente a pessoas dos concelhos da Covilhã e Fundão no distrito de Castelo Branco, e Pampilhosa da Serra, no distrito de Coimbra." (in Economico)

quinta-feira, 31 de dezembro de 2015

Parque mineiro da Cova dos Mouros em Alcoutim


Os passeios pelo interior Algarvio estenderam-se a outro dia e desta feita ate ao Concelho de Alcoutim. De passagem, mereceu destaque outro sitio de interesse mineiro da regiao - o parque mineiro da Cova dos Mouros - situado a cerca de trinta quilometros a oeste de Alcoutim.
A actividade mineira da regiao remonta a tempos pre-historicos e ao longo tempo foram reunidos varios vestigios arqueologicos que retratam as varias ocupacoes e actividades de diversas epocas. Parece-me que o objectivo do parque seja mesmo mostrar essa mesma actividade e a evolucao da laboracao, desde o Calcolitico, passando pelos romanos, arabes e ate ao tempos mais modernos dos seculos XIX e XX, em que a extracao de processava ja com o auxilio de maquinaria.
Geologicamente, esta zona encontra-se associada 'as pirites alentejanas, isto e', 'a exploracao de sulfuretos macicos - em particular, ao cobre - e estende-se desde a Andaluzia, passando por parte do Algarve e Alentejo. Esta provincia metalogenetica denomina-se por Faixa Piritosa Iberica e e' mundialmente conhecida no contexto do mercado de minerio, ate porque apresenta importante actividade actual de producao de concentrado de cobre na Mina de Neves Corvo, uma das maiores minas subterraneas da Europa.
Infelizmente, estes passeios fora de epoca balnear coincidem com o abrandamento da actividade turistica no Algarve, sempre pautada pela sua sazonalidade, o que muitas vezes significa que os locais a visitar estao encerrados. E foi o caso: fizemos um desvio de algumas dezenas de quilometros para aqui passar e, por estradas e estradinhas, la chegamos ao local - mas so para dar com os cedeados no portao e nem vestigio recente de vivalma. Ainda deu para espreitar por cima da cerca e ver uns pequenos vagoes de transporte mas foi muito pouco...
Nao planeio uma visita futura para breve, o que e' uma pena. Vai ter que ficar "para uma proxima".

segunda-feira, 28 de dezembro de 2015

Mina de Sal Gema em Loule: Campina de Cima C-17

 
O Algarve e' um excelente destino para passeios fora de epoca estival. Neste periodo do ano ha bom tempo sem que se produza um calor abrasador e nao ha - sobretudo - a molhada de gente que se muda da cidade para ir a banhos. A semana anterior ao Natal foi, tal como no ano passado, alvo de passeios pela Serra Algarvia, incluindo ate um roteiro de interesse geologico-mineiro que ficara frustrado no ano anterior: a mina de sal gema de Loulé.
A mina situa-se na freguesia de S. Clemente, concelho de Loulé, distrito de Faro e denomina-se Campina de Cima C-17.
Trata-se de uma exploração mineira gerida pelo Grupo CUF desde 1964, numa altura em que se utilizava o sal proveniente desta mina para a indústria química. Desde 2004, o sal aqui extraído servia apenas para a utilização nas estradas para combater o degelo e para a indústria das rações. Uma diminuição na produção que levou a que o Grupo pensasse numa forma de rentabilizar o espaço ao invez da sua completa desactivacao.
 
Em 2009 noticiava-se a ideia de criar um Centro de Recepção e Interpretação na Mina, um espaço único e inovador em Portugal que consistiria na instalação de um hotel dentro das galerias subterrâneas, um museu, um storage e ainda zonas de lazer e culturais. A CUF surgia como promotora do projecto e angariadora de investidores para financiar este empreendimento e a parceira Câmara Municipal de Loulé revelava entao o objectivo de fazer da Mina de Sal Gema um pólo turístico e cultural da região. 'A data, a noticia foi acolhida com alguma pompa e circunstancia e circulou o esboco do projecto que inclui ate a preservacao da actual torre de acesso a mina (imagem ao lado, in cbarq.pt).
Ora, logo 'a chegada, facilmente se constata que este plano nao se concretizou. Aparentemente, procedeu-se a desactivacao do espaco e infelizmente hoje em dia este nem pode ser visitado, salvo em certos eventos especificos.

Da mina extraia-se minério de sal-gema proveniente dum diapiro com estrutura em domo. Este diapriro de Loulé encontra-se localizado a SW da Península Ibérica e é de pequenas dimensões, a espessura ronda os 800m e os flancos conferem-lhe um contorno elíptico. O eixo do anticlinal está orientado WSW – ENE e encontra-se controlado estruturalmente por uma grande falha (Aproximadamente E-W). Analogamente, existem, no Algarve, os diapiros de Faro, Tunes, Moncarapacho e Santa Bárbara de Nexe, pertencendo todos ao Complexo Evaporítico da Bacia Algarvia, uma província geológica de idade Mesozóica. Estratigraficamente, os complexos evaporíticos existentes fazem a passagem dos materiais Mesozóicos, para a Base Hercínica. Estes fenómenos ocorrem a W e S de Portugal Continental, correspondendo respectivamente às Bacias Lusitâniana e Algarvia. O diapiro encontra-se encaixado em rochas do tipo calcários, margas e dolomitos de idade Jurássica (Caloviano, Kimeridgiano - Oxfordiano, Kimeridgiano). À superfície encontramos as Areias de Faro-Quarteira do Plistocénico, sobrejacentes ao diapiro.
Segundo Manuppela (1988) o fenómeno de diapirismo iniciou-se no Jurássico inferior (Dogger). Actualmente, o minério é datado de 300 Ma (+-10 Ma), que equivale ao período Carbónico. O domo salino formou-se através de um fenómeno de halocinese, que consiste na ascensão do material salífero sob a forma de um rolhão gigantesco, proveniente das unidades superiores dos Arenitos de Silves. Esta ascensão deu-se preferencialmente através de falhas de direcção EW. Em simultâneo, ocorreu possivelmente, a actuação de forças tectónicas de carácter compressivo, favorecendo a ascensão deste material que contrasta quanto à sua densidade e plasticidade com a do material encaixante. Este episódio constituiu a segunda fase de deformação (Terrinha, 1989).
O material, provavelmente, não atingiu a superfície, uma vez que na mina, o seu cap-rock, de composição essencialmente gipsífera, se encontra preservado. Este cap-rock que se
encontra nos bordos e no topo do diapiro não possibilita a passagem de água dos aquíferos para a massa de sal, evitando assim a sua dissolução (Terrinha ,1989).