sábado, 31 de julho de 2010

Lagoa de Albufeira

Pelo calor do dia, pela envolvência, pela proximidade, pela diferença ou seja por que razão for, é sempre agradável passar pela lagoa de albufeira, aqui tão pertinho de Lisboa.
Estou de volta a Portugal para mais uma interrupção no trabalho, que espero duradoura. Não há nada como o verão português em tempo de férias. A não ser talvez voltar a trabalhar na Líbia...
Agora a sério, neste momento eu quero mesmo é férias cá.

quinta-feira, 15 de julho de 2010

Ventos e mares

O vento sopra forte, arrastando o mar com ele. Estou de volta ao mar do norte apenas ha alguns dias mas apesar disso ja penso no bom tempo que deixei em Portugal. Ainda ontem aqui choveu como se fosse inverno e hoje o mar parece que quer engolir a plataforma.

sexta-feira, 9 de julho de 2010

Lisboa (23)

Desço a pé da graça e enfio-me pela almirante reis. A noite esta soberba para andar e passear por esta Lisboa. Na alameda rega-se o relvado e a partir dai torna-se finalmente hora do caminho ir dar a casa.

quinta-feira, 8 de julho de 2010

Lisboa (22)

Em noites quentes apetece esplanada. Aproveitei o reencontro que tive durante o dia anterior com o miradouro da graça para la voltar de noite.

quarta-feira, 7 de julho de 2010

Lisboa (21)

Vou e volto e a vida continua uma roda viva. Por entre pontes e castelos, pelo norte ou pelo sul, em terra ou no mar, sejam curtas ou longas as paragens, haverá sempre passagem por Lisboa.

terça-feira, 22 de junho de 2010

A partida do helicoptero

As coisas raramente sao lineares e muitas vezes precisam de ser vistas de varias perspectivas. Por isso, devo comentar que a partida do helicoptero se vislumbra sempre melhor quando estou sentado no seu interior.

Quando os dias comecam de manha

Mais uma semana passada no mar do norte e troquei finalmente a noite pelo dia. Acordo de manha, o sol nasce e os ponteiros do relogio comecam finalmente a mover-se mais rapido, ate que se faz hora de dar uma volta pela plataforma. Os avioes la em cima riscam o ceu, como se fossem pedacos de giz a percorrer um quadro de lousa. O tempo? Esta bom. Sente-se uma brisa suave e dao-se alvissaras pela continuacao de uma semana tranquila. A outra seguinte promete ser mais agitada, nao fosse ela marcada pelo meu regresso a Portugal. Se vou estar de ferias muito tempo? Nao, e' o costume. Planos? Tenho. Planeio comecar os dias de manha e termina-los no dia a seguir. Dormir consome demasiado tempo e a vida e' o que acontece por entre o piscar de olhos.

sexta-feira, 18 de junho de 2010

Multiculturalidade

Trabalhar na Holanda com pessoas de cerca de 15 nacionalidades diferentes durante o mundial de futebol aparentemente significa que a seleccao da Franca e o alvo de gozo comum...

quarta-feira, 2 de junho de 2010

Nova vida, a bordo de um Jack Up

A ideia de ir trabalhar para uma plataforma no mar do norte não foi propriamente a primeira que tive nestes últimos anos, mas tendo em conta a tal prolongada campanha na Líbia, passe a expressão, já estava por tudo. Bem sei que já tinha trabalhado em offshore no mediterrâneo mas numa plataforma fixa e com bom tempo. O meu receio prendia-se agora com a nova perspectiva do mesmo trabalho árduo ser agora acompanhado pelo movimento da ondulação (...e que ondulação!), caso a nova localização implicasse um barco ou coisa do género. Não foi o caso. Fui trabalhar para um Jack Up, que é a uma espécie de plataforma de furação de poços offshore rebocável. A estrutura é flutuante mas apenas para permitir o seu posicionamento nas coordenadas exactas, onde então se fazem descer umas pernas, fixando-a ao fundo do mar. Claro que isto só é aplicável a batimetrias relativamente baixas como no mar do norte (por volta dos 30-40 m) pelo que este tipo de estrutura seja lá bastante utilizado.

O Noble Lynda Bossler quando ainda se encontrava no porto de Ijmuiden.

O jack Up em causa foi então o Noble Lynda Bossler e foi ele que trouxe a ultima grande mudança na minha vida. Para começar, as temporadas de 6 semanas no Sahara foram substituídas por 2 semanas no offshore da Holanda. As pessoas que trabalham comigo são bastante mais competentes, se bem que a responsabilidade também aumentou (mas isso não é uma coisa que me assuste muito). As fatídicas viagens de jipe pelo deserto foram também trocadas por uma viagem de comboio de Amesterdão até Den Helder, onde apanho o helicóptero. São muitas coisas a mudar para melhor, efectivamente. Será aqui a minha vida; até eu me fartar, outra vez.

segunda-feira, 24 de maio de 2010

Mar, mas mais a norte

Este ano tenho andado desplicente no que toca a tudo que nao seja trabalho e dou por mim agora quase a meio do ano. Embarquei recentemente numa nova aventura profissional. O trabalho continua o mesmo mas mudei de paragens. O remetente agora e da Holanda, mais precisamente do mar do norte e, por hora, estou satisfeito com a mudanca da morada profissional. A Libia estava a entranhar-se demasiado em mim e comecava a sentir os efeitos nefastos que dai advem, culminando numa especie de apoplexia em torno do que me rodeia, quando me surgiu a oportunidade de me despedir do sahara. Guardo as recordacoes mas nao as saudades.
O mar do norte nao e propriamente o ceu na terra, o clima nao e dos melhores e como se nao bastasse as minhas viagens tem sido condicionadas pelas cinzas vulcanicas provenientes da Islandia. Ainda assim, mudar de ares e bom e recomenda-se; entao se for para sitios mais agradaveis, melhor. Valorizo a experiencia de tres anos que tive na Libia com a certeza de que a quero manter no passado. O futuro esta noutro lado. Onde quer que ele esteja.