quarta-feira, 3 de agosto de 2016

Milhares de pareceres contra furos de petróleo entregues na consulta pública

"A Zero afirmou hoje terem sido milhares os pareceres, de cidadãos e organizações, contra a pesquisa de petróleo na costa vicentina, transmitidos na consulta pública que hoje termina, e que "será muito complicado" se o Governo mantiver a autorização.
 
"Sabemos que até hoje houve milhares de pareceres de pessoas que se pronunciaram contra a atribuição deste título de utilização privada do espaço marítimo", disse à agência Lusa o presidente da Associação Sistema Terrestre Sustentável - Zero.
Os ambientalistas da Zero estão "muito expectantes sobre o que é que o Governo irá dizer face ao que é uma enorme maioria de pareceres negativos devidamente consubstanciados para que não se avance com a sondagem de pesquisa", salientou Francisco Ferreira.
"Penso que será uma opção muito complicada se o Governo, face a toda a contestação e argumentação dada no âmbito da atribuição deste título, vier a considerar como válido", independemente de o consórcio já ter afirmado publicamente que não vai por agora avançar com a sondagem de pesquisa, alertou o ambientalista.
A consulta pública do pedido de licença para a sondagem de pesquisa do primeiro poço exploratório do consórcio liderado pela petrolífera italiana ENI, que integra a Galp Energia, a realizar a 46,5 quilómetros da costa, na zona de Aljezur, no Algarve, termina hoje, depois de a Direção Geral de Recursos Naturais, Segurança e Serviços Marítimos de ter decidido prorrogar o prazo por mais 30 dias.
O prazo para qualquer cidadão ou organização pronunciar-se sobre a atribuição do título que permite a aquela pesquisa de petróleo era inicialmente 21 de junho.
Trata-se de um tipo de utilização privada do espaço marítimo, e esta é uma das componentes necessária para avançar depois a sondagem de pesquisa.
Francisco Ferreira apontou falta de informações, obtidas com estudos, para que os cidadãos e organizações possam formar a sua opinião e fundamentar os seus pareceres.
"Houve melhorias após esta prorrogação, ou seja, houve estudos que finalmente foram disponibilizados na internet que permitiram uma consulta mais alargada, mas, mesmo assim ficamos muito aquém daquilo que para nós era crucial", defendeu.
Entre os documentos que a Zero considera relevantes estão os "estudos relativos à modelação de um acidente que realmente tem uma probabilidade muitíssimo baixa, mas que pode acontecer bem, bem como uma avaliação que esse risco teria em termos de impacte para os ecossistemas, para a saúde".
Para o especialista, "estes processos de participação pública devem ser credibilizados e este foi dos que teve maior número de respostas em relação à utilização do espaço marítimo".
Na lista de razões da Zero para recusar a autorização para a sondagem de petróleo está o facto de "a prospeção e exploração de hidrocarbonetos em Portugal não ser compatível com a política Europeia de Energia e Clima e com o Acordo de Paris", documento o país vai ratificar, e a existência de risco, "mesmo que diminuto".
Associações ambientalistas, autarquias e movimentos de cidadãos têm contestado a realização de prospeções visando petróleo e gás, na costa alentejana e algarvia." (in SAPO)

terça-feira, 2 de agosto de 2016

Galp cancela pesquisa de petróleo na Costa Vicentina

"Projeto será reavaliado daqui a um ano, mas presidente da Galp admite que por agora não se sabe se valerá a pena fazer o investimento.
 
O consórcio Galp/Eni adiou o furo para pesquisar o primeiro poço de petróleo ao largo da costa alentejana, a 46,5 quilómetros de Aljezur em frente ao Parque Natural da Costa Vicentina.
Esta sondagem de pesquisa estava prevista para o verão, mas, na conferência de imprensa de apresentação dos resultados da empresa, o presidente da Galp Energia explica que o primeiro furo exploratório fica adiado sem nova data prevista.
Carlos Gomes da Silva diz que tudo estava pronto em termos técnicos e logísticos para fazer o furo, mas a decisão da Direção Geral de Recursos Naturais, Segurança e Serviços Marítimos de prolongar o prazo de consulta pública, por mais 30 dias, levou a que fosse perdida "a oportunidade".
A italiana ENI (que tem 70% do consórcio) e a Galp voltarão a avaliar em 2017 se vale a pena fazer o furo, mas o presidente da petrolífera portuguesa diz que na altura se vai verá se vale a pena fazer o investimento." (in TSF)

sexta-feira, 1 de julho de 2016

Australis Oil & Gas Launches IPO in Australia to Raise $22.17M

"Perth-based Australis Oil & Gas Ltd. launched an initial public offering (IPO) Wednesday for listing on the Australian Securities Exchange (ASX) to raise around $22.17 million (AUD 30 million).
According to details provided on the Western Australian firm's website, Australis will offer 120 million fully paid ordinary shares at an offer price of $0.18 (AUD 0.25) per share. The IPO will result in the sale of around 35 percent of the company to new public investors, according to a report Wednesday by The West Australian.
Australis was established by Jon Stewart, Ian Lusted and Graham Dowland, formerly key executives of Aurora Oil & Gas Ltd., which is an oil and gas exploration and production company with significant upconventional assets int he Eagle Ford shale trend in South Texas in the U.S.
The firm currently owns two upstream assets in the U.S. and Portugal. In the U.S., Australis has a 50 percent interest in the appraised unconventional onshore oil weighted Tuscaloosa Marine Shale (TMS), while its sole exploration acreage is located in western Portugal.
Australis Chairman Jon Stewart said the firm had already received commitments for the full $22.17 million (AUD 30 million) following a pre-marketing roadshow on the east coast recently.
"It allows us to be focused on building a high quality share register ... The founders and management and their affiliates invested significantly at formation and through subsequent private capital raisings and intend to remain invested as Australis executes its business strategy," Stewart said, as quoted by The Western Australian.
"Australis was created  ... in what we believe are attractive market conditions for our countercyclical investment strategy."
The company intends to take advantage of current conditions in the oil and gas industry to build a high-quality portfolio ready to be developed as oil prices improve. The offer will open July 6, with the stock expected to begin trading July 25." (in RIGZONE)

segunda-feira, 23 de maio de 2016

Sonangol fica sozinha a operar bloco 23 no 'offshore' angolano

"A informação consta de dois decretos executivos, ambos de 13 de maio e assinados pelo ministro dos Petróleos angolano, José Maria Botelho de Vasconcelos, autorizando a cessão da posição de 30% da Svenska Petroleum Exploration AB (Suécia) neste bloco à dinamarquesa Maersk Oil, com "efeitos retroativos a 01 de novembro de 2014".
Por sua vez, o segundo decreto aprova a cessão da posição da Maersk Oil (que passou a ser de 80%) à Sonangol Pesquisa e Produção, que assim passou a deter 100% do capital social do grupo empreiteiro responsável pelo bloco 23.
Os decretos não adiantam informação sobre a saída das duas petrolíferas, mas têm sido conhecidas preocupações de várias operadoras sobre os elevados custos de produção de petróleo em Angola, tendo em conta a baixa da cotação no último ano.
Até agora, a Maersk Oil operava em três blocos em Angola (8, 16 e 23), empregando, antes da crise da cotação do barril de crude, cerca de 1.400 pessoas.
Com estas alterações, a Sonangol fica a operar sozinha este bloco, situação que não é comum, tendo em conta a necessidade de partilhar custos da operação.
A receita total da concessionária estatal angolana cifrou-se em 2015 nos 2,2 biliões de kwanzas (11,8 mil milhões de euros], tendo a petrolífera produzido 649,5 milhões de barris, o que representa uma média de 1,77 milhões de barris por dia, traduzindo-se neste caso num aumento de 6% face à produção do ano anterior.
Angola é o segundo produtor de petróleo da África subsaariana, mas a crise na cotação petrolífera atirou as receitas para menos de metade em 2015, com a concessionária estatal também a ressentir-se no seu desempenho.
Detida pelo Estado angolano, a Sonangol vai passar a ter uma comissão executiva, no âmbito do processo de reajustamento da organização e otimização do setor dos petróleos bem como de reestruturação da empresa, que está a ser apoiado pela empresária Isabel dos Santos." (in SAPO)

terça-feira, 3 de maio de 2016

Visita a Adega Mayor e redondezas, 23 e 24 de Abril

Mais um fim de semana e outra visita a uma nova adega.  Nao ha nada como o bom tempo e a vontade de passear pelo nosso enorme Portugal.
A visita a Adega Mayor estava prometida e a marcacao feita ha varios meses. Reuniram-se entao as condicoes - e tambem os amigos - e la fomos para Campo Maior. Aconselha-se a viagem pela estrada nacional passando por Coruche e Mora, seguindo pela regiao vitivinicola e da industria extractiva dos marmores de Estremoz. Elvas segue-se-lhe e Campo Maior fica logo ali ao lado.
Realizamos a visita a dita Adega Mayor durante uma parte da tarde. O edificio, desenhado por Siza Vieira e de impulso e vontade do comendador Nabeiro, reune varias salas e a sua visita - muito bem guiada -  desenvolve-se por varios pontos de interesse, em especial para gentes mesmo interessadas na artes de fazer o vinho. Note-se que o edificado, alem de aliar a arquitectura a funcionalidade, tambem denota a preocupacao no uso de materiais da regiao, de onde se destaca o branco do marmore ali de Borba-Estremoz. No topo de edifico existe ainda um enorme terraco - tambem ele forrado a marmore - com relvado e espelho de agua, que alem de baixar a temperatura interior do edificio, tambem permite apreciar os 360 graus de uma vasta planicie encaixada entre a Serra de Sao Mamede e terras espanholas. Por fim, terminamos o encontro na dita sala de provas, com uma degustacao dos vinhos ali produzidos - muito bem acompanhados por enchidos, queijos, doces e pao da terra. 
 
A pernoita ficou-se a saida de Campo Maior numa habitacao de turismo rural no meio de um olival onde reinava a paz e o silencio (passe a publicidade, Horta do Muro).
 
 
Pelo meio ficou toda uma recordacao de paisagens pintadas por planicies de vinha e olival, o primeiro sol quente desta primavera e a historia, cultura e sabores marcantes da gastronomia ali de Campo Maior a Elvas.
Foi portanto mais um sacrificio que outra coisa. Faltou-nos apenas trazer para casa uma sacada de vitualhas da regiao mas talvez assim seja pelo melhor - a saudade potencia novas visitas.
Aqui ficam algumas fotografias soltas.
 
 

terça-feira, 26 de abril de 2016

Wine Bike Tour na Quinta do Gradil, 17 de Abril - prova na modalidade de caminhada & almoco

No passado dia 17 de Abril, a Quinta do Gradil, produtora de vinho da regiao de Lisboa, acolheu o primeiro - esperado de muitos - Wine Bike Tour, disponibilizando tambem a inscricao na actividade de caminhada.
As opções do evento  eram entao os 40 km de bicicleta por caminhos de lama ou 8 km a caminhar pela vinhas,  com partida marcada para as 10h00.
Ora, dadas as possiveis escolhas e sabendo que o meu interesse seria mais em ver as vistas e apreciar a paisagem, la foi a inscricao feita para a caminhada. A actividade terminou com uma outra modalidade: a de degustacao do vinho ali produzido, acompanhado com um porco assado no espeto. Cansativo, portanto, mas temos que ser competitivos.

A propriedade estende-se por  cerca de 200 hectares, entre vinha plantada, eucaliptal e pinheiros bravos.  A Quinta que no século XVIII pertenceu ao Marquês de Pombal, decidiu iniciar no ano passado a sua aposta em atividades ao ar livre - fez muito bem. Esperamos pelas proximas.

 

"Duas centenas de amantes da BTT assinalaram o Dia Mundial da Bicicleta

Futuro: “A ambição é colocar uma ciclovia dentro da Quinta do Gradil e desta forma inserir a produtora de vinhos de Lisboa nos principais mapas e guias de trilhas nacionais.”, Bruno Gomes
Hoje celebra-se o Dia Mundial da Bicicleta e no passado domingo, dia 17 de abril, para assinalar a efeméride realizou-se na Quinta do Gradil a primeira Wine Bike Tour. Duas centenas de amantes da modalidade percorreram 40 km em bicicleta pelo meio das vinhas, ficaram a conhecer a variedade de castas típicas da região, e contribuíram para a afirmação da propriedade, que no séc. XVIII pertenceu ao Marques de Pombal, como entidade promotora de um Enoturismo Ativo. 
Dona de uma vasta área verde, no total entre vinha plantada, eucaliptal e pinheiros bravos são 200 hectares, a Quinta do Gradil decidiu iniciar no ano passado a sua aposta em atividades ao ar livre. O objetivo é contar a história do vinho através do desporto e do contacto direto com a vinha. Uma prática que acaba por tocar na política de Responsabilidade Social da Empresa, que cada vez mais quer ter um papel ativo junto do consumidor no que respeita aos benefícios de um consumo moderado de vinho. 
O Oeste é uma das regiões turísticas com maior potencial e a oferta entre o mar e a serra é bastante diversificada. Tendo em conta a sua atividade e a harmonia natural entre o turismo e o setor vitivinícola, a Quinta do Gradil está sempre a alargar o seu projeto de Enoturismo com atividades que permitam usufruir do melhor que a região tem. “O feedback que recebemos da primeira iniciativa que realizamos deste género, em novembro passado com a corrida a pé, foi tão positivo que ficámos desde logo com a certeza de que voltaremos a repetir este género de atividades”, conta Bruno Gomes, responsável pela área de Enoturismo da Quinta. E acrescenta “a ambição é colocar uma ciclovia dentro da Quinta do Gradil e desta forma inserir a produtora de vinhos de Lisboa nos principais mapas e guias de trilhas nacionais.”" (in Quinta do Gradil)

terça-feira, 19 de abril de 2016

Sousa Cintra vai procurar petróleo no Algarve

"O empresário Sousa Cintra garante que a Portfuel cumpre todos os requisitos para a prospecção e exploração de petróleo em Aljezur e Tavira, desde os estudos de impacto ambiental à capacidade técnica da equipa e financeira da empresa.
"Estamos completamente tranquilos, porque cumprimos tudo e com rigor. Fizemos tudo de acordo com o rigor do contrato que assinámos com o Estado português", disse à Lusa Sousa Cintra, considerando "muito estranho as manifestações" contra a empresa que criou em 2013 para concorrer às concessões de gás natural e petróleo, o que veio a acontecer em outubro de 2014.
Em declarações à Lusa, Sousa Cintra criticou as "falsidades" que têm sido ditas sobre a empresa, considerando estar a ser alvo de um ataque pessoal, uma vez que existem outras empresas e consórcios a fazer os estudos que a Portfuel está a fazer sem terem a mesma "cobertura infeliz".
"Têm sido levantadas uma série de questões sem fundamento e só se fala da empresa Portfuel. A maior parte da contestação tem sido contra José Sousa Cintra. Como é que se levantam essas falsidades", questiona, referindo a coragem necessária para investir em Portugal.
Aos que falam dos riscos para o ambiente e para o turismo do Algarve, Sousa Cintra lembra que "no mundo inteiro onde há mais turismo há petróleo – Brasil, Miami, Dubai e México, para dar alguns exemplos", realçando que a empresa apenas está a estudar o terreno, um investimento que fica para o "arquivo" do Estado.
"Ficava feliz da vida se Portugal tivesse petróleo para resolver o problema das importações. Mexia com a nossa economia, mexia com tudo. Seria bom para todos", declarou o empresário.
Desde a assinatura do contrato para a prospeção e pesquisa de petróleo, a 25 de setembro de 2015, a Portfuel já realizou os estudos geológicos e geofísicos em Aljezur, tendo entregado os resultados no final de março à Entidade Nacional para o Mercado de Combustíveis (ENMC), organismo que representa o Estado.
Em meados de agosto, os mesmos estudos serão realizados na concessão de Tavira e até ao final do ano ficarão concluídos os geológicos, num investimento de cerca de 60.000 euros.
Em 2017, serão recolhidos os dados sísmicos e só no ano seguinte começam a ser realizadas as sondagens de pesquisa.
Ao longo dos oito anos dos contratos de concessão, pesquisa, desenvolvimento e produção de petróleo nas áreas designadas por Aljezur e Tavira, publicados na página da ENMC, o investimento previsto nas duas concessões é superior a quatro milhões de euros.
Sousa Cintra explicou que foram dadas as garantias bancárias exigidas para atestar a capacidade financeira da empresa, que não pode ter resultados positivos, uma vez que desde a sua constituição só tem investido sem gerar receitas.
Além das sete pessoas com contrato de trabalho com a Portfuel, a empresa tem parcerias com universidades portuguesas e espanholas.
A prospeção e exploração de gás natural e petróleo no Algarve tem suscitado a contestação de autarcas, empresários, associações ambientalistas e de defesa do património, que criticam o Estado por ter assinado contratos com consórcios para estes projetos sem informar população e decisores locais e sem realizar estudos de impacto ambiental.
Em fase mais adiantada, também no Algarve, encontra-se a prospeção do consórcio Partex/Repsol, que pretende avançar com a perfuração do primeiro poço, a cerca de 40 a 50 quilómetros da costa, em frente a Faro, em outubro." (in ECONOMICO)

segunda-feira, 18 de abril de 2016

Repsol e Partex avançam em Outubro com perfuração de poço de gás natural no Algarve

"O consórcio que integra a petrolífera espanhola Repsol e a Partex, braço da Fundação Calouste Gulbenkian para esta área de negócio, inicia no próximo mês de Outubro os trabalhos de perfuração de gás natural, ao largo da costa algarvia.
“Está tudo pronto para avançar com a exploração de gás natural no Algarve”, afirmou António Costa Silva, presidente da comissão executiva do Grupo Partex, em entrevista à Antena1 e ao Económico.
A concessão, lançada  em 2001, só seria, no entanto, assinada em 2011. 
O poço situa-se a cerca de 40 a 50 quilómetros da costa, em frente a Faro, mas António Costa Silva garante que “não vai haver nenhuma plataforma petrolífera em frente à praia. Tudo se passará no fundo submarino".
O gestor considera ainda que a solução de congelar a produção de petróleo, que deverá sair da reunião de Doha que se realiza este domingo, não vai ser suficiente para alterar a dinâmica do mercado.
E lembra que se está a produzir mais do que aquilo que se consome. São cerca de 2 milhões de barris a mais por dia. Isto significa que o preço de venda física diária é inferior ao preço do futuro, situação que leva ao armazenamento.
Esta dinâmica, segundo Costa e Silva, “só se altera com uma redução da produção, o congelamento não basta. Acredita, no entanto, que a existir uma decisão “ela vai provocar um aumento do preço do petróleo que poderá chegar aos 50 dólares por barril”. 
Costa e Silva lembra também que o congelamento da produção representa um primeiro passo na reversão da politica da Arabia Saudita, uma vez que a industria petrolífera vive um caso único na sua história, com os países dá OPEP a produzir no máximo para arruinar a politica do ‘shail oil’ (petróleo de xisto) dos EUA. 
Outro dos pontos em destaque vai para os recursos naturais portugueses. António Costa e Silva considera que é “uma missão de soberania nacional” inventaria-los.
Só depois deve vir a discussão sobre o que se vai ou não explorar. Lamenta que isto não esteja a ser feito e lembra que há 4 zonas onde pode existir ‘shale gas’ ou ‘shale oil’. 
Por outro lado defende que não há uma politica publica inteligente na área dos transportes. O que existe, segundo Costa Silva, “é irracional”. Para o CEO da Partex este é um dos principais problemas energéticos.
Portugal, adianta, está a gastar mais do que devia. Por ano, Portugal gasta cerca de 5 a 6 mil milhões de euros para importar petróleo e 3 mil milhões são desperdiçados nas cidades. Trinta e seis por cento da energia final consumida em Portugal são gastos nos transportes sem que haja uma política pública nesta matéria. 
Considera que até compreendia que o Estado aumentasse o imposto sobre os produto petrolíferos, se fosse criada uma politica de transportes" (in ECONOMICO)

sexta-feira, 8 de abril de 2016

Galp vai pesquisar petróleo em São Tomé em 2017

"Começa em Janeiro do próximo ano a pesquisa sísmica de prospecção de petróleo em São Tomé e Príncipe pela Galp Energia, em parceria com a norte-americana Kosmos, anunciou hoje o director da Agência Nacional de Petróleo são-tomense.
De acordo com Orlando Sousa Pontes, a prospecção de petróleo ocorrerá em três blocos da Zona Económica Exclusiva (ZEE) de São Tomé e Príncipe. "A pesquisa sísmica em 3D nos blocos 6, 11 e 12 está prevista para começar no início de Janeiro de 2017, com duração prevista para seis meses", adiantou o mesmo responsável, durante a apresentação pública do estudo de impacto ambiental, citado pela Lusa local.
A área abrangida pela operação 3D atinge os 12.799 quilómetros quadrados, segundo Orlando Sousa Pontes.
A petrolífera portuguesa já opera o bloco 6, enquanto a Kosmos Energy opera os blocos 11 e 12.
O mesmo responsável não adianta quaisquer estimativas de custos associados à operação." (in ECONOMICO)

terça-feira, 15 de março de 2016

Consórcio da Galp e ENI avança no Verão com poço exploratório no Alentejo

"No dia em que divulga, em Londres, o plano estratégico para 2016-2020,o responsável da Galp Energia afirmou que o primeiro poço exploratório terá um investimento superior a 100 milhões de dólares.
 
O consórcio que integra a Galp Energia vai avançar no Verão com o primeiro poço exploratório de petróleo na costa alentejana, a cerca de 80 quilómetros de Sines, anunciou hoje o administrador Thore Kristiansen.
No dia em que divulga, em Londres, o plano estratégico para 2016-2020,o responsável pela área de produção e exploração na Galp Energia afirmou que o primeiro poço exploratório, um investimento superior a 100 milhões de dólares, vai avançar no Verão.
A italiana Eni detém uma participação maioritária de 70% na parceria com a Galp (30%) para a prospecção de petróleo na costa alentejana, onde detém três concessões, denominadas Lavagante, Santola e Gamba, que abrangem uma área total de aproximadamente 9.100 quilómetros quadrados.
O furo na costa alentejana será o 28.º em alto mar na costa portuguesa e o primeiro em águas profundas.
Segundo adiantou recentemente Franco Conticini, da petrolífera italiana ENI, a operação de perfuração vai decorrer por um período de cerca de 45 dias, durante o qual um navio vai recolher análises para perceber se há viabilidade para continuar a investigar.
"Em caso de descoberta vamos precisar de mais poços para estimar o tamanho e a extensão da jazida", explicou em Setembro Franco Conticini, numa conferência promovida pela Entidade Nacional para o Mercado de Combustíveis (ENMC)." (in ECONOMICO)