sexta-feira, 9 de julho de 2010

Lisboa (23)

Desço a pé da graça e enfio-me pela almirante reis. A noite esta soberba para andar e passear por esta Lisboa. Na alameda rega-se o relvado e a partir dai torna-se finalmente hora do caminho ir dar a casa.

quinta-feira, 8 de julho de 2010

Lisboa (22)

Em noites quentes apetece esplanada. Aproveitei o reencontro que tive durante o dia anterior com o miradouro da graça para la voltar de noite.

quarta-feira, 7 de julho de 2010

Lisboa (21)

Vou e volto e a vida continua uma roda viva. Por entre pontes e castelos, pelo norte ou pelo sul, em terra ou no mar, sejam curtas ou longas as paragens, haverá sempre passagem por Lisboa.

terça-feira, 22 de junho de 2010

A partida do helicoptero

As coisas raramente sao lineares e muitas vezes precisam de ser vistas de varias perspectivas. Por isso, devo comentar que a partida do helicoptero se vislumbra sempre melhor quando estou sentado no seu interior.

Quando os dias comecam de manha

Mais uma semana passada no mar do norte e troquei finalmente a noite pelo dia. Acordo de manha, o sol nasce e os ponteiros do relogio comecam finalmente a mover-se mais rapido, ate que se faz hora de dar uma volta pela plataforma. Os avioes la em cima riscam o ceu, como se fossem pedacos de giz a percorrer um quadro de lousa. O tempo? Esta bom. Sente-se uma brisa suave e dao-se alvissaras pela continuacao de uma semana tranquila. A outra seguinte promete ser mais agitada, nao fosse ela marcada pelo meu regresso a Portugal. Se vou estar de ferias muito tempo? Nao, e' o costume. Planos? Tenho. Planeio comecar os dias de manha e termina-los no dia a seguir. Dormir consome demasiado tempo e a vida e' o que acontece por entre o piscar de olhos.

sexta-feira, 18 de junho de 2010

Multiculturalidade

Trabalhar na Holanda com pessoas de cerca de 15 nacionalidades diferentes durante o mundial de futebol aparentemente significa que a seleccao da Franca e o alvo de gozo comum...

quarta-feira, 2 de junho de 2010

Nova vida, a bordo de um Jack Up

A ideia de ir trabalhar para uma plataforma no mar do norte não foi propriamente a primeira que tive nestes últimos anos, mas tendo em conta a tal prolongada campanha na Líbia, passe a expressão, já estava por tudo. Bem sei que já tinha trabalhado em offshore no mediterrâneo mas numa plataforma fixa e com bom tempo. O meu receio prendia-se agora com a nova perspectiva do mesmo trabalho árduo ser agora acompanhado pelo movimento da ondulação (...e que ondulação!), caso a nova localização implicasse um barco ou coisa do género. Não foi o caso. Fui trabalhar para um Jack Up, que é a uma espécie de plataforma de furação de poços offshore rebocável. A estrutura é flutuante mas apenas para permitir o seu posicionamento nas coordenadas exactas, onde então se fazem descer umas pernas, fixando-a ao fundo do mar. Claro que isto só é aplicável a batimetrias relativamente baixas como no mar do norte (por volta dos 30-40 m) pelo que este tipo de estrutura seja lá bastante utilizado.

O Noble Lynda Bossler quando ainda se encontrava no porto de Ijmuiden.

O jack Up em causa foi então o Noble Lynda Bossler e foi ele que trouxe a ultima grande mudança na minha vida. Para começar, as temporadas de 6 semanas no Sahara foram substituídas por 2 semanas no offshore da Holanda. As pessoas que trabalham comigo são bastante mais competentes, se bem que a responsabilidade também aumentou (mas isso não é uma coisa que me assuste muito). As fatídicas viagens de jipe pelo deserto foram também trocadas por uma viagem de comboio de Amesterdão até Den Helder, onde apanho o helicóptero. São muitas coisas a mudar para melhor, efectivamente. Será aqui a minha vida; até eu me fartar, outra vez.

segunda-feira, 24 de maio de 2010

Mar, mas mais a norte

Este ano tenho andado desplicente no que toca a tudo que nao seja trabalho e dou por mim agora quase a meio do ano. Embarquei recentemente numa nova aventura profissional. O trabalho continua o mesmo mas mudei de paragens. O remetente agora e da Holanda, mais precisamente do mar do norte e, por hora, estou satisfeito com a mudanca da morada profissional. A Libia estava a entranhar-se demasiado em mim e comecava a sentir os efeitos nefastos que dai advem, culminando numa especie de apoplexia em torno do que me rodeia, quando me surgiu a oportunidade de me despedir do sahara. Guardo as recordacoes mas nao as saudades.
O mar do norte nao e propriamente o ceu na terra, o clima nao e dos melhores e como se nao bastasse as minhas viagens tem sido condicionadas pelas cinzas vulcanicas provenientes da Islandia. Ainda assim, mudar de ares e bom e recomenda-se; entao se for para sitios mais agradaveis, melhor. Valorizo a experiencia de tres anos que tive na Libia com a certeza de que a quero manter no passado. O futuro esta noutro lado. Onde quer que ele esteja.

sábado, 20 de fevereiro de 2010

Lisboa (20)

Numa outra noite destas passei pela igreja da Madalena.

Lisboa (19)

E mais outra.